domingo, 26 de junho de 2011



A questão não é simplesmente travar uma batalha contra as linhas, na realidade é bem mais do que isso; palavras vindas de um vocabulário pobre que pairam no ar, e quando menos espero estão presas entre as linhas, soltando os mais diversos significados nas suas entrelinhas.



Sentar-se no mesmo lugar de sempre, com os memos intrumentos, com a mesma paisagem, e mais do que tudo isso, com essa mesma saudade, tudo isso, me deixa um tanto medrosa, medo de todos esses anos que se passam, mas que não nos dão certeza de nada, infelizmente ainda não estou preparada para discorrer sobre essa "dor sem nome";



O mesmo filme se repete, o que muda dessa vez são os personagens, talvez por causa dessa mudança, as coisas se tornem mais dificeis, ou um pouco estranhas, ao ver pela optica de ter que se adaptar aos costumes, até mesmo as diferenças desses inusitados personagens...



Uma vez, eu li em algum lugar que ninguém é feliz sozinho, já outra vez, em algum outro lugar, li que a nossa felicidade só depende de nós mesmos, e isso é um paradoxo, que sempre me deixou como se eu estivesse na frente de um abismo, que eu não consigo sair, é tão estranho, tudo é tão diferente, as mesmas coisas, a mesma solidão, a mesma falta, o mesmo abismo, as mesmas palavras, os gestos, as festas, as pessoas, as músicas, livros, tudo é ao mesmo tempo igual e diferente, a mesma coisa vista por angulos distintos que mudam totalmente o que fica guardado e grudado nas entrelinhas de todas essas linhas sem sentido!






TUDOMUDASEMQUEVOCEPERCEBA... NADAVOLTA!!!






26/06/2011 -



'busquei quem sou, voce pra mim mostrou que eu não sou sozinha nesse mundo!'

sábado, 7 de maio de 2011

EXAUSTA! ;~


"Estou exausto de construir e demolir fantasias, não quero me encantar com mais ninguém" - Caio Fernando Abreu, vi a frase no face e isso me marcou bastante...

Quanta verdade numa frase. Quanta desilusão numa confissão, que imagino tenha sido até despretenciosa. Desabafo. Cansaço, exaustão. Construir ilusões é muito bom. Ruim é quando passamos a fazê-lo repetidamente, colocando nossas fantasias nas mãos de pessoas diferentes porque nada durou e nosso peito foi estilhaçado.
Trágica a idéia de que alguém pudesse nos salvar de nós mesmos, como se nosso amor só existisse se fosse para alguém. Demolir fantasias dói, dá a luz à fantasmas e mágoas, deixa um gosto esquisito e metálico no peito. Seco, triste. As rotinas que vêm com a sensação de uma eterna ausência. Logo para você que se acostumou com um beijo, logo para você que sabia poder esperar um sorriso. Exaurida de dar nome e rosto para meu desejo, cansada de dizer para o coração que quem sabe dessa vez vai. E não ir. Também não quero mais me encantar com ninguém. Não quero esperar que entendam a simplicidade que quero. Alguém para não fazer joguinhos, alguém que queira estar comigo e eu com ele.

Demolindo fantasias e vendo aquela pessoa que um dia olhamos fundo nos olhos, que um dia adoramos ter visto dormir, ir embora. E às vezes nem ir para tão longe assim, mas parar nos braços ou nas graças de outro bem perto de você.
Na cabeça de quem fica, de quem tem que desconstruir a ilusão, o outro caso é sempre um caso perfeito. Noites perdidas. Pesadelo. Fica a sensação de que quem foi guardou o melhor dele pra quem veio depois. Que fomos nada, porque hoje somos nada. Apenas algo a ser arquivado, ou nem isso.

Talvez eu não queira mais me encantar com ninguém. Pode ser que lá no fundo exista uma eterna vontade de se encantar – vício de quem vive - mas que seja se encantar por alguém que valha a pena, que entenda, que esteja no mesmo momento. Por agora, que fique decretado que não quero me encantar com ninguém. Melhor assim. Deixemos a construção de uma fantasia para quando a última não for nem mais uma lembrança. Continuarei demolindo todas as minhas ilusões...

Tristemente, eu não sei me entregar aos poucos. Ou me jogo de cabeça ou apenas administro a vantagem, com carinho e cuidado, tocando a bola pro lado sem estragar corações. Minha sina é amar demais, já dizia Claufe Rodrigues. Não sei amar pouco, não sei ir devagar com minhas ilusões. Me afobo, erro, abro a guarda. ;~

Era assim pelo menos que eu era quando me encantava. Até ontem. Mas só que dói demais isso de deixar sonhos para trás. Dói demais não ver o que se pensou futuro nunca acontecer. O planeta dos ressentidos nunca foi tão populoso. Caio Fernando estava certo, e meu coração não tem resistência para isso. Eu não suporto mais. Por isso, não quero mais me encantar ;x'